as vezes acho dificil explicar quem sou eu,porque, ha momentos,em que sou feliz,sonhadora e auto astral,em outros momentos nem por isso.na verdade gosto de desafios,procuro ser feliz na medida do possivel,porem ansiosa demais,porisso acabo por antecipar os fatos,fantasiando demais,ou sofrendo antecipadamente.sa veses sou fragil e sensivel,e as veses me sinto forte e corajosa.procuro sempre aprender,com erros que cometo.ja vivi momentos mto tristes,como a perda da minha avo,e a morte do meu primeiro filho que doeu demais em mim....mas hoje diante de tantos acontecimentos,serviu para me amadurecer.hoje mesmo sendo uma sonhadora,tento manter os pes no chao,e agir com sabedoria,e uma das coisas bos que me aconteceu foi conhecer jesus espiritualmente falando,ele e meu amigo de todas as horas,me ajuda nos meus momentos de aflicao,tem sempre tempo pra mim,e alem de tudo cuida de todas as pessoas que eu amo..a outra coisa boa que me aconteceu foi presente deste deus maravilhoso que eu acabei de descrever,e meu amado filho carlos eduardo,que eu tanto amo,um lindo menino,que chegou em meus bracos no dia do meu aniversario.nao tenho tudo que sonho,mas amo tudo que tenho.tenho uma linda e grande familia no brasil,tenho amigos mto especiasis aqui em portugal e tenho meu companheiro,velho de guerra.adoro fazer novas amizades e aqueles que escolho pra ser meus amigos,sou fiel amiga verdadeira e companheira.eu tento ser feliz cuidando do que tenho e lutando pelo que eu ainda nao tenho,nao sou dona do mundo,mas sou filha do dono..............
Lancei ao vento
O meu pensamento emigrante
A minha poesia de homem solto.
E colhi por cada palavra
A aragem fresca da manhã.
E disse-me suor do campo:
-Toma o meu pólen de flor liberta
E compartilhemos o saco da fruta madura.
Lancei ao vento
O meu pensamento emigrante
A minha poesia de homem solto.
E tomei, de madrugada,
O mata-bicho em fato-macaco.
E disse-me o sujo de fábrica:
-Toma o arado
A faca feita por mim
E partilhemos o saco da fruta madura.
Lancei ao vento
O meu pensamento emigrante
A minha poesia de homem solto
E colhi por cada palavra
Na palavra, a onda calma.
E disse-me o mestre da traineira
- Toma esta rede
E come este cardume de vida
Tão cheio dos nossos mortos
E compartilhemos o saco da fruta madura.
Lancei ao vento
O meu pensamento emigrante
A minha poesia de homem solto
E colhi em toda a palavra
Um estilo novo
Numa amizade velha
E num arranha-céus da construção civil
Petiscámos todos:
O peixe vivo.
A carne fresca
A fruta madura
O mosto da uva.
Servidos pelo pólen da poesia livre
Colhendo a cada instante
A união do trabalho das forças produtivas.
Deixo-vos aqui
O meu pensamento emigrante
A minha poesia de homem solto…
HRA
Escrevo diante da janela aberta.
Minha caneta é cor das venezianas:
Verde!... E que leves, lindas filigranas
Desenha o sol na página deserta!
Não sei que paisagista doidivanas
Mistura os tons... acerta... desacerta...
Sempre em busca de nova descoberta,
Vai colorindo as horas quotidianas...
Jogos da luz dançando na folhagem!
Do que eu ia escrever até me esqueço...
Pra que pensar? Também sou da paisagem...
Vago, solúvel no ar, fico sonhando...
E me transmuto... iriso-me... estremeço...
Nos leves dedos que me vão pintando!
Mario Quintana - A Rua dos Cataventos Meio da vida
Porque as manhãs são rápidas e o seu sol quebrado
Porque o meio-dia
Em seu despido fulgor rodeia a terra
A casa compõe uma por uma as suas sombras
A casa prepara a tarde
Frutos e canções se multiplicam
Nua e aguda
A doçura da vida
Sophia de Mello Breyner
Mar sonoro
Mar sonoro, mar sem fundo, mar sem fim.
A tua beleza aumenta quando estamos sós
E tão fundo intimamente a tua voz
Segue o mais secreto bailar do meu sonho.
Que momentos há em que eu suponho
Seres um milagre criado só para mim
Sophia de Mello Breyner Felicidade
Pela flor pelo vento pelo fogo
Pela estrela da noite tão límpida e serena
Pelo nácar do tempo pelo cipreste agudo
Pelo amor sem ironia
- por tudo
Que atentamente esperamos
Reconheci tua presença incerta
Tua presença fantástica e liberta
Sophia de Mello Breyner O luar enche a terra de miragens
O luar enche a terra de miragens
E as coisas têm hoje uma alma virgem,
O vento acordou entre as folhagens
Uma vida secreta e fugitiva,
Feita de sombra e luz, terror e calma,
Que é o perfeito acorde da minha alma.
Sophia de Mello Breyner
Promessa
És tu a Primavera que eu esperava,
A vida multiplicada e brilhante,
Em que é pleno e perfeito cada instante.
Sophia de Mello Breyner À sua passagem a noite é vermelha,
E a vida que temos parece
Exausta, inútil, alheia.
Ninguém sabe onde vai nem donde vem,
Mas o eco dos seus passos
Enche o ar de caminhos e de espaços
E acorda as ruas mortas.
Então o mistério das coisas estremece
E o desconhecido cresce
Como uma flor vermelha.
Sophia de Melo Breyner No mais fundo de ti
Eu sei que te traí, mãe.
Tudo porque já não sou
O menino adormecido
No fundo dos teus olhos.
Tudo porque ignoras
Que há leitos onde o frio não se demora
E noites rumorosas de águas matinais.
Por isso, às vezes, as palavras que te digo
São duras, mãe,
E o nosso amor é infeliz.
Tudo porque perdi as rosas brancas
Que apertava junto ao coração
No retrato da moldura.
Se soubesses como ainda amo as rosas,
Talvez não enchesses as horas de pesadelos.
Mas tu esqueceste muita coisa;
Esqueceste que as minhas pernas cresceram,
Que todo o meu corpo cresceu,
E até o meu coração
Ficou enorme, mãe!
Olha - queres ouvir-me? -
Às vezes ainda sou o menino
Que adormeceu nos teus olhos;
Ainda aperto contra o coração
Rosas tão brancas
Como as que tens na moldura;
Ainda oiço a tua voz:
Era uma vez uma princesa
No meio do laranjal...
Mas - tu sabes - a noite é enorme,
E todo o meu corpo cresceu.
Eu saí da moldura,
Dei às aves os meus olhos a beber.
Não me esqueci de nada, mãe.
Guardo a tua voz dentro de mim.
E deixo as rosas.
Boa noite. Eu vou com as aves.
Eugénio de Andrade
Se assim é o teu querer,
fazes por merecer
esse carinho amante,
esse desejo quase angustiante,
essa vontade infinda
de muito amar ainda...
Seja um amor de poesia,
aquele que não se entendia,
desde que seja amor de verdade,
prenúncio de felicidade...
Macial Salaverry Quando o coração
sente uma quente emoção,
e bate mais forte por seu amor,
esse coração não é enganador,
não faz a amada sentir dor...
A dor desse amor,
que por não ter o calor
da presença querida,
pode até deixar
sem saber o que fazer...
Para ser feliz
com o amor,
Basta saber vivê-lo,
basta aceitá-lo
como ele chegar,
pois o importante,
é saber amar,
e não se desesperar,
e, mesmo que esteja ausente,
sinta seu amor presente...
Marcial Salaverry Sol a quer
a presença requer
quer a lua
toda nua
lua brilhante,
amante
estrelas testemunhando
sol e lua se amando
aproximando-se
beijando-se
entrelaçando-se
sol quer a lua
nua
em noite estrelada
não a quer apagada...
Lua cheia,
lua nova
lua minguante
lua crescente...
Tantas luas,
e apenas um sol...
Marcial Salaverry Minhas amigas
Brancas ou coloridas
Amasso
Durmo com elas
Abraço
Penso em você
Acordo
Minha mão te procura e lá estão elas
no teu cantinho
Minhas amigas
Confidentes e companheiras
Me dão carinho
Ocupam o espaço vazio
O seu.
E quando você chegar
Elas ainda estarão lá guardando teu lugar
E de lado observarão
Sentindo o calor, jogadas no chão
Nossos corpos entrelaçados
Amassadas
Recebem tuas costas
Minhas mãos
Ouvem nossa música
Reviradas por nosso amor
Inertes, amontoadas
Lá estão, atiradas
Olhando nosso sonho
Nossa madrugada
E pela manhã
Vistosas, bem arrumadas
Ocupam minha cama
E esperam então
Para mais uma vez.
Serem jogadas no chão. Tendo você comigo tenho vida
Tendo vida sinto
Sentindo me aproximo
Me aproximando amo
Amando te quero
Te querendo sonho
Sonhando te vejo
Te vendo me apaixono
Me apaixonando sou teu
Sendo teu me tens
Tendo-me amas
Amando me buscas
Me buscando me encontras
Nos encontramos então
E vivemos este amor
Com sabor de fruta doce
Sabor romântico da vida que cresce
Do novo que nasce
Do calor que desperta
Neste sentimento puro e belo , que é só nosso
E de tão nosso que é
Invade nosso ser e arrebata nossas vidas
Para vivermos
Este intenso amor. Como posso eu saber o que sinto
Se simplesmente de mim,
O que tenho é você?
Não sei de nada
Apenas sinto
Pois é no toque da tua pele
E no pulsar do teu sangue que o meu coração arde.
Como sentir sem saber de onde vem,
Mas exatamente onde vai me levar?
Tudo que sei é que te quero.
Tudo que sei é que sem você
Eu não encontro a mim mesmo
Tudo que sinto é meu corpo inflamar
Quando escuto tua voz
Tudo que sinto é meu coração pular
Quando penso em você
E o que mais sei é que sinto...
Um amor muito louco...
Por você!!!! Quando meu coração sozinho vagava
Era pedra rolando na areia
Era vento movendo o mar
Quando meus olhos só viam tristeza
Era chuva na grama morta
Era poeira na planta verde
Mas quando minha mão tocou a tua
Meu coração bateu forte e sereno
Meus olhos viram o amor
A pedra rolou para o mar
O vento levou a poeira
A chuva acordou a grama verde
E a planta renasceu vistosa
Meu coração se aqueceu
Teu beijo chegou a meus lábios
E te amei
Te amo mais a cada dia
E sinto este amor
Como a brisa leve da manhã
Como o vôo alegre dos pássaros
Como o orvalho que toca a folha
Como a folha que toca o solo
Como a semente que germina
E novamente traz a vida
Renova o mundo a cada manhã
E é isso que me faz te amar mais a cada dia!!
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